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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Triumph confirma lançamento da Tiger 800XC no Brasil

A britânica Triumph confirmou nesta terça-feira (9) que a Tiger 800XC será um dos modelos vendidos pela empresa no Brasil. De acordo com a marca, a produção da motocicleta aventureira começou na semana passada, em Manaus, e estará disponível a partir de 10 de novembro, quando a sua primeira concessionária abrirá no país, em São Paulo. O modelo terá as cores preta, branca e verde disponíveis, ainda sem preço definido.
A Tiger 800 XC é uma moto versátil que pode ser utilizada na terra e no asfalto. Esta trail de alta cilindrada, ou maxtrail, conta com motor de três cilindros e 800 cilindradas, que gera 94 cavalos de potência e 8,05 kgfm de torque. Além da Tiger 800 XC, a empresa já havia confirmado a chegada de sua "irmã maior", a Tiger Explorer 1200. No entanto, a moto fará a estreia no Brasil importada da Inglaterra.


Publicado em: Autodicasnews
Fonte: G1


sábado, 6 de outubro de 2012

Quem vencerá a concorrência?


Nos próximos doze meses provavelmente haverá uma natural alteração nas posições do ranking dos fabricantes de veículos no Brasil. A principal razão de tais mudanças é a chegada no mercado do Etios da Toyota, HD20 da Hyundai e o crescimento das vendas do March da Nissan.

A fábrica de Sorocaba, SP, do Toyota Etios, que chegará ao mercado nas versões sedan e hatch, com três anos de garantia, terá capacidade inicial de produção de 70 mil veículos, podendo ser ampliada para 200 mil em dois anos.

Apenas para ilustrar, o Pálio da Fiat, o terceiro carro mais vendido no país (perde apenas para o Gol e o Uno), deverá vender em torno de 200 mil unidades este ano (de janeiro a agosto/2012 foram licenciados 117.108 unidades).

A linha de montagem da fábrica de Piracicaba, SP, do Hyundai HD 20 tem capacidade para produzir até 150 mil unidades anuais. O carro tem plataforma baseada na próxima geração do compacto i20, que ainda nem foi lançada na Europa.

O HD 20 chegará em três opções iniciais: 1.0 de três cilindros, 1.6 de quatro cilindros manual, e 1.6 automática, todos flex. A garantia será de cinco anos.

O Nissan March também promete abocanhar boa parte do mercado. Até agosto de 2012, foram vendidos 28 mil unidades e deverá fechar o ano em torno de 40 mil carros licenciados.

O fato é que o mercado nacional passa a contar (somados Etios, HD 20 e March) com capacidade adicional em torno de 260 mil novos carros em um único segmento (veículos de entrada). Tal volume poderá alcançar a 400 mil unidades até 2014. Para se ter uma ideia do que isso significa, basta verificar que no acumulado deste ano (jan a ago/2012) o Gol, líder nacional de vendas, licenciou 188.615 unidades.

Um fator que poderá ter importante impacto na decisão de compra do consumidor é o fato dos novos entrantes oferecerem garantia de fábrica de três anos (Etios e March) e cinco anos para o HD 20. Além disso, os três modelos são equipados com airbag e freios ABS, que de acordo com a legislação brasileira, serão obrigatórios a partir de 2014.

Uma certeza podemos ter, o maior beneficiado será o consumidor brasileiro que contará com mais opção de compra e, provavelmente, melhores preços.

Pense nisso e ótima semana,

Evaldo Costa
Escritor, conferencista e Diretor do Instituto das Concessionárias do Brasil
Siga no Twitter/LinkedIn/Facebook/Orkut: evaldocosta@icbr.com.br

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Toyota: “leva-se muitos anos para fazer sucesso do dia para a noite”


O pessoal do interior do nosso país costuma dizer que “quem planta Jabuticaba, deixará bons frutos para os filhos e netos saborearem.” Isso porque a jabuticabeira, árvore nativa da Mata Atlântica, conhecida por seus deliciosos frutos, pode levar mais de 20 anos para frutificar.

Depois disso, ela não para mais, e a cada ano parece que os frutos ficam mais saborosos. Além disso, a jabuticabeira dura séculos sem perder a capacidade produtiva. Mas afinal de contas, o quem tem isso haver com a Toyota. Provoquei a analogia, pois a empresa japonesa de 75 anos (foi fundada por Kiichiro Toyoda em 28 de agosto de 1937) é uma organização comprometida em fazer veículos de qualidade, duradouros, modernos, cujos projetos vem se aprimorando com o passar do tempo.

Aliás, não foi por acaso que ela construiu, ao longo dos anos, ótima reputação no Brasil e globalmente. A Toyota deve saber muito bem que “leva-se muitos anos para fazer sucesso do dia para a noite”.

No dia 23 de janeiro de 1958, a Toyota Motor Corporation inaugurou um escritório no centro da cidade de São Paulo. Ela produziu o seu primeiro carro para o mercado doméstico, o Land Cruiser, em maio de 1959. Para quem é supersticioso como eu, uma feliz coincidência, pois este foi justamente o mês e o ano em que eu nasci.

Em agosto de 2012, exatos 53 anos depois, a Toyota inaugurou em Sorocaba, São Paulo, a sua terceira fábrica no Brasil (a segunda, para fabricar o Corolla, foi inaugurada em setembro de 1998). Essa nova planta tem um significado especial, pois nela será produzido veículos de entrada, para concorrer numa faixa de mercado que a empresa japonesa nunca competiu no Brasil.

A montadora nipônica sabe muito bem que o segmento em que o Etios disputará, concentra 62% das vendas nacionais, daí a sua grande possibilidade de ampliar o seu modesto marktshare no mercado brasileiro.

Para produzir o Etios (nas versões sedã e hatchback), a montadora investiu US$ 600 milhões, terá capacidade inicial de produção de 70 mil veículos/ano e gerará em torno de 1.500 empregos diretos.

Que os atuais investimentos da Toyota, a exemplo dos anteriores, rendam bons frutos e que o consumidor brasileiro tenha a sua prece (carro bom, bonito e barato) atendida.

Pense nisso e ótima semana,

Evaldo Costa
Escritor, conferencista e Diretor do Instituto das Concessionárias do Brasil
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terça-feira, 25 de setembro de 2012

As vendas de agosto foram ótimas, mas não para todos


O mês de agosto de 2012, como afirmado neste coluna na última semana foi realmente um mês de recordes de vendas de autoveículos no Brasil. A redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados – IPI, a queda dos juros e a entrada forte do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal para financiar carros fizeram toda a diferença para o bom desempenho do setor.

O crescimento das vendas foi liderado pelos carros que foram beneficiados pela redução do IPI,os demais produtos não tiveram o mesmo sucesso. De janeiro a agosto o setor acumula vendas de 2,5 milhões de autoveículos, e caso se mantenha o desempenho nos quatro últimos meses do ano, a indústria deve registrar vendas em torno de 3,8 milhões de unidade, representando crescimento em torno de 3,2%.

A líder de vendas do mês de agosto foi a Fiat, seguida pela VW, GM e Ford. As doze maiores marcas do mercado doméstico em vendas de automóveis e comerciais leves tiveram o seguinte desempenho:

Analisando os números totais do setor parece que ficou bom para todos, mas não foi bem assim. Nem todos as marcas de automóveis tiveram bons motivos para comemorar, pois apesar do ótimo crescimento médio, algumas delas contabilizaram perda de market share.

Dos doze maiores fabricantes domésticos, os que cresceram mais do que a média do mercado nacional (15,30%), foram os relacionados no quadro à direita:

Já as que não conseguiram acompanhar o crescimento do mercado, foram relacionadas a esquerda:

Com o desconto do IPI adiado até 30/11/2012, os que ainda não compraram o carro novo tem um bom motivo para fazê-lo. Aqui vai uma dica: é bom não deixar para a última hora, pois os modelos mais procurados provavelmente se esgotarão rapidamente a exemplo do que ocorreu em agosto.

Ótima semana,

Evaldo Costa
Escritor, conferencista e Diretor do Instituto das Concessionárias do Brasil
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sábado, 22 de setembro de 2012

A estratégia de redução do IPI foi vitoriosa


A decisão do governo federal em reduzir o Imposto Sobre Produtos Industrializados – IPI, a fim de evitar o desaquecimento do setor automobilístico nacional, deu resultado favorável.

As vendas de autoveículos em agosto de 2012 registou recorde ao licenciar 420.101 unidades no mercado doméstico, superando os 381.600 autoveículos comercializados em dezembro de 2010. 

Não fosse o benefício do IPI, seria quase impossível atingir o volume de vendas contabilizado. Basta comparar o segundo quadrimestre de 2012 com o ano anterior, para concluir que as vendas vinham declinando (ver quadro abaixo):
É preciso, no entanto, considerar que o bom desempenho do setor automobilístico brasileiro não pode ser creditado apenas ao benefício do IPI. Tão ou mais importante, foi a redução das taxas de juros e o aumento da penetração do Bando do Brasil e da Caixa Econômica Federal no financiamento de veículos.

Quando o governo decidiu pela redução do IPI, a inadimplência de financiamento de veículos estava nas alturas e os agentes financeiros restringiam concessão de novos créditos.

O adiamento do IPI por mais dois meses irá seguramente ajudar a manter o setor aquecido, pelo menos até o final do ano. Até o dia 31/10/2012, a redução de alíquota está garantida. Depois disso,virão os dois últimos meses do ano que costumeiramente são bons para vendas de autos, pois há décimo terceiro salário e o desejo de muitos em comemorar as festas de final de ano com carro novo.

Ótima semana,

Evaldo Costa
Escritor, conferencista e Diretor do Instituto das Concessionárias do Brasil
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