Depois
que o governo brasileiro mudou as regras de importação de veículos, aumentando em 30 pontos
percentuais no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), medida válida até
30/08/2012, muita expectativa foi criada com relação e esse segmento.
Faltando pouco mais de um
mês para encerrar o período de validade da medida, o que se viu até aqui foi
basicamente o que se previa: aumento das vendas dos importados pelas marcas com
fábricas no Brasil e queda das vendas de carros pelos importadores
independentes e sem fábrica no território nacional.
Em junho, foi o melhor
mês de vendas de importados do ano de 2012 no Brasil.Foram licenciados 71.193
veículos importados, representando aumento de 12,4% sobre o mês anterior.
Comparando o primeiro semestre de 2012 com o mesmo período do ano anterior, o
crescimento foi de 0,9%. Então, apesar do aumento do IPI e da variação do dólar
(a cotação na época estava em torno de 1,72 e atualmente passou a barreira dos
2,0 reais para cada dólar) as vendas continuaram crescendo?
Analisando os números
consolidados, foi exatamente isso que aconteceu.Porém, se checado a sua
composição, percebe-se que as vendas dos veículos importados pelas montadoras
com fábrica no Brasil, em junho, cresceram 17,7% sobre o mês anterior. Já as vendas dos carros
com importação independente, em junho caiuquase 10%, quando comparado com o mês
anterior.
Analisando o desempenho
das vendas no primeiro semestrede 2012, verificaremos que as de carros
importados que tem fábrica no Brasil cresceu 12,3%, já as vendas no mesmo
período dos importadores independentes despencaram 41,4%, comparado com o mesmo
período do ano anterior.
Agora é esperar até o
próximo mês para saber o que vai acontecer. Os importadores independentes torcem
para que a medida acabe ou seja flexibilizada. Já as montadoras com fábrica
aqui, naturalmente, torcem para que tudo continue do jeito que está.
Na dúvida o consumidor
que tem intenção de adquirir um modelo importado deverá até o próximo mês,
garantir a sua compra. Até porque, pelo que tudo indica, o governo vai esperar
até o último instante para anunciar a sua decisão de acabar, prorrogar ou
alterar as medidas em vigor.
Ótima semana,
Evaldo Costa
Escritor, conferencista e Diretor do Instituto das Concessionárias do
Brasil
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