
A indústria
automobilística mundial é um negócio de gente grande. Fabricar carros requer
volumosos investimentos e o retorno costuma ser longo e incerto. Além disso, a
competição é gigantesca, ganhar dinheiro no setor requer escala, know-how e
habilidade.
O indústria
automobilística mundial começou a ganhar escala a partir de 1913, com a criação
da produção em massa idealizada pelo empresário Henry Ford, cujo processo ficou
conhecido como Fordismo. De lá para cá
quase nada mudou na forma de fabricar e vender automóveis. Agora, exatos 100
anos após a primeira revolução na indústria automobilística, podemos estar
diante de um novo marco histórico.
E, desta
vez, a protagonista poderá ser a Tesla Motors, uma fabrica de carros elétricos
criada em 2003, em Palo Alto, Califórnia, Estados Unidos. Ela tem apenas dois
mil funcionários e as operações de vendas no mercado internacional estão em
fase incipiente.
Mas, afinal
de contas, o que há de especial nesta montadora. É que a Tesla não está apenas
tentando reinventar o automóvel, mas também a forma como eles são vendidos.
Na
distribuição de veículos automotores, a estreante do setor está seguindo o
modelo de grandes varejistas, como a Apple, para atrair clientes na Europa e
Ásia, especialmente na China, onde a montadora faz a sua maior aposta para
crescer.
A montadora
de carros elétricos está adotando o conceito de grandes lojas próprias em
mercados estratégicos, e a utilização de loja virtual em que a ideia e manter o
carro, o cliente, a loja e a montadora conectados. A Tesla quer permitir, por
exemplo, que o consumidor equipe virtualmente o seu modelo, realize a primeira
etapa da compra online e conclua na loja, permitir que o veículo se conecte às
redes sociais, informações online sobre a manutenção do carro, dados de
consumo, dirigibilidade, informações sobre como usar o bem de forma econômica,
posto de abastecimento e loja mais próximo de onde se encontra etc.
A Tesla
planeja abrir este ano a primeira loja, fora dos Estados Unidos, em uma área
comercial de Pequim. A China é o maior mercado de automóveis do mundo, e os
incentivos em algumas cidades são altos para carros elétricos. Além disso, o apetite
dos chineses por marca de luxo é alto e continua crescendo. Daí, o cenário
favorável aos apelos da Tesla, que poderá estar dando o seu primeiro salto em
direção a consolidação da marca globalmente.
A Tesla, também,
tem planos de inaugurar em 2013, lojas em Hong Kong e no Japão. Atualmente, ela
já possui pelo menos oito lojas em grandes cidades europeias. Apesar de estar
engatinhando, a montadora Norte Americana tem números interessantes, a exemplo
de mais de 1,6 milhões de pessoas já terem visitado suas lojas nos Estados
Unidos e 25 por cento de suas encomendas serem do exterior.
Será que
estamos diante do teslaismo? A proposta é nova e ousada, a largada foi dada e agora
é aguardar para ver o que acontece.
Ótima
semana,
Evaldo
Costa
Escritor, conferencista e Diretor do Instituto das
Concessionárias do Brasil
Blog: verdesobrerodas.com.br
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