Na última
semana visitei o Guangzhou Auto Show. Esperava um evento acanhado em função de
ser relativamente novo (pois está na décima edição) e globalmente pouco
conhecido. Mas, o que vi foi um salão que ficou pouco a dever para outros
grandes eventos como o Xangai e Pequim Motor Show.
No Salão de
Guangzhou, não havia nenhuma novidade em termos de lançamentos e as marcas que
mais se destacavam eram as domésticas e japonesas, apesar dos conflitos
recentes que levaram os produtos japoneses a registrarem perdas da ordem de 50%
no mercado chinês.
Guangzhou é
considerado o quintal dos fabricantes de automóveis japoneses. Prova disso, é o
fato da Auto Guangzhou ter atualmente parceria com as marcas japonesas Honda,
Toyota e Nissan. A Mazda tem presença destavada entre as outras marcas
japonesas na China.
O fato é
que o mercado automotivo na China tem crescido bastante a ponto de se tornar o
mercado mais importante para muitos fabricantes globais. Os carros de luxo
fazem sucesso nas ruas de um país que cresce a taxa superior a 7% ao ano,
dobrou o PIB – Produto Interno Bruto nos últimos vinte anos e pretende dobrar
mais uma vez nos próximos dez. A Ferrari, por exemplo, (cujo estande esteve
sempre lotado) tem vendido tão bem seus carros na China, que acaba de inaugurar
mais uma concessionária, desta vez em Guangzhou.
Pelo salão
de Guangzhou, cidade com mais de 15 milhões de habitantes do sul da China,
desfilaram em torno de 250.000 pessoas. Entre as novidades esteve a marca
chinesa SAIC dona da marca Roewe que apresentou o E50, primeiro carro elétrico
da empresa que tem planos de colocá-lo na linha de produção no final de 2013.
Com carga
completa o veículo terá autonomia de 118 km e em caso de necessidade 80% de sua
carga poderá ser armazenada em apenas 30 minutos. No entanto, uma carga
completa demora cerca de seis horas. O veículo pode alcançar velocidade de 100
km/h em 14 segundos. Isso é incrível, se considerado tratar-se de um veículo
elétrico.
A China
está tem dado demonstração de que pretende desenvolver rapidamente a mobilidade
elétrica no país, como forma de reduzir a poluição do ar que contabiliza
índices elevados. No salão de Guangzhou
quase todos os expositores expuseram pelo menos um veículo elétrico ou híbrido.
A
estratégia se justifica, pois as grandes cidades como Pequim, Xangai e
Guangzhou (todas com mais de 14 milhões de habitantes) são constantemente
coberta por uma névoa de cor cinzenta. Há momentos em que a visibilidade fica bastante
reduzida.
Vamos
esperar e torcer para que a mobilidade ecológica ganhe força e reduza a
poluição do nosso planeta.
Pense nisso e ótima semana,
Evaldo
Costa
Escritor, conferencista e Diretor do Instituto das
Concessionárias do Brasil
Blog: verdesobrerodas.com.br

0 comentários:
Postar um comentário