As
recentes medidas do governo devem proporcionar bons resultados para a indústria
automobilística brasileira e garantir a retomada do crescimento das vendas. Pelo
menos é o que esperam as montadoras, empresários do varejo e o próprio governo
federal.
Apesar de estar acompanhando as movimentações à distância, já que
estou no exterior desde o início do mês, pude falar pelo telefone com três empresários
de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. De todos, ouvi
declarações de otimismo e garantia de que as vendas voltaram a reagir neste
final de semana.
Apesar
do otimismo, eles disseram que as financeiras ainda continuam lentas e muito
seletivas nas concessões de crédito, e que isso poderia ser um empecilho para
que as vendas voltem aos patamares anteriores, quando a indústria registrava
recordes de vendas.
Todos
esperamos que o mercado volte a crescer, mas se isso vai ou não acontecer,
somente o tempo dirá. Pelo menos uma certeza podemos ter: as promoções vão
aumentar, pois os estoques de carros nas concessionárias e pátios das
montadoras estão elevados e a pressão financeira exigirá que sejam desovados.
No
ato da compra, o consumidor, especialmente o que precisar de financiamento e
desejar colocar o seu semi novo na troca, precisará negociar com cuidado, a fim
de incluir na conta pelo menos três fatores: avaliação do carro usado, juros e
encargos financeiros pagos caso recorra a financiamento e valor da compra do
carro novo. Aquele que levar pelo menos estes três fatores em consideração provavelmente
fará um bom negócio.
Quanto
as empresas do varejo, elas têm a grande oportunidade de fazer valer as
habilidades de seus vendedores para ganhar market
share. Aquele que acreditar que vender é mais cérebro do que músculo
seguramente levará vantagem. Mas, isso é outra história.
Ótima
semana,
Evaldo Costa
Escritor, conferencista e Diretor do Instituto das Concessionárias do
Brasil
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