quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

O que esperar das vendas de carros neste início de ano?

O desempenho das vendas da indústria automobilística em 2011, especialmente entre os meses de abril e setembro foi muito bom. No final do ano houve desaceleração com aumento do IPI – Imposto Sobre Produtos Industrializados e clientes ressabiados.

O ano começou e não se tem ainda uma leitura clara do quadro nacional de vendas. O que se pode observar são os efeitos da queda dos indicadores econômicos que está sim, impactando as vendas de carros no país.

A indústria automobilística está se expondo mais na mídia e desta vez recorrendo aos seus pontos considerados fortes. A Volkswagen ressalta a valorização de seus produtos depois de usados, A Fiat a liderança de mercado, A JAC a garantia do produto, A Kia a durabilidade, a Toyota o prestígio e por ai vai… “sendo uma querendo puxar a brasa para a sua sardinha”.

O consumidor brasileiro parece assistir a tudo isso com desconfiança, pois não está comprando como antes. Um dos empecilhos para a desaceleração pode ser explicado pela restrição ao crédito. Os bancos estão a cada dia mais seletivos, exigindo mais garantias, valor maior de entrada e redução do risco. Afinal de contas, os indicadores sinalizam para o aumento da inadimplência e da retomada de veículos por falta de pagamento.

Além disso, os juros continuam nas alturas. Muitos podem alegar que as taxas para a compra de carros novos são baixas em relação ao Crédito Direto ao consumidor, praticadas pelos agentes financeiros e que, portanto não seria correto atribuir a retração de vendas a esse fator. Porém, não podemos esquecer que os subsídios de taxas ocorrem apenas para veículos novos, ficando os usados expostos as altas taxas de mercado.

O resultado acaba sendo a queda da venda de seminovos e em segundo momento a de novos, pois uma coisa está atrelada a outra. Afinal de contas, os consumidores precisam se desfazer de seus carros usados para comprar outro novo e quando isso não é possível ou não se pode fazer sem grandes perdas o que ocorre é o adiamento da decisão de troca, o que pode também estar ocorrendo no momento.

Agora é torcer e trabalhar para que a economia se fortaleça as taxas de emprego volte a aumentar e os consumidores reajam positivamente as promoções que tendem a aumentar.

Ótima semana,

Evaldo Costa
Escritor, conferencista e Diretor do Instituto das Concessionárias do Brasil
Siga no Twitter/LinkedIn/Facebook/Orkut: evaldocosta@icbr.com.b

0 comentários:

Postar um comentário