O
desempenho das vendas da indústria automobilística em 2011, especialmente entre
os meses de abril e setembro foi muito bom. No final do ano houve desaceleração
com aumento do IPI – Imposto Sobre Produtos Industrializados e clientes ressabiados.
O ano
começou e não se tem ainda uma leitura clara do quadro nacional de vendas. O
que se pode observar são os efeitos da queda dos indicadores econômicos que está
simimpactando as vendas de carros no país.
A
indústria automobilística está se expondo mais na mídia e desta vez recorrendo
aos seus pontos considerados fortes. A Volkswagen ressalta a valorização de
seus produtos depois de usados, A Fiat a liderança de mercado, A JAC a garantia
do produto, A Kia a durabilidade, a Toyota o prestígio e por ai vai… “sendouma
querendo puxar a brasa para a sua sardinha”.
O
consumidor brasileiro parece assistir a tudo isso com desconfiança, pois não
está comprando como antes. Um dos empecilhos para a desaceleração pode ser
explicado pela restrição ao crédito. Os bancos estão a cada dia mais seletivos,
exigindo mais garantias, valor maior de entrada e redução do risco. Afinal de
contas, os indicadores sinalizam para o aumento da inadimplência e da retomada
de veículos por falta de pagamento.
Além
disso, os juros continuam nas alturas. Muitos podem alegar que as taxas para a
compra de carros novos são baixas em relação ao Crédito Direto ao consumidor praticadas
pelos agentes financeiros e que, portanto, não seria
correto atribuir a retração de vendas a esse fator. Porém, não podemos esquecer
que os subsídios de taxas ocorrem apenas para veículos novos, ficando os usados
expostos as altas taxas demercado.
O
resultado acaba sendo a queda da venda de seminovos e em segundo momento a de
novos, pois uma coisa está atrelada a outra. Afinal de contas, os consumidores
precisam se desfazer de seus carros usados para comprar outro novo e quando
isso não é possível ou não se pode fazer sem grandes perdas o que ocorre é o
adiamento da decisão de troca, o que pode também estar ocorrendo no momento.
Agora
é torcer e trabalhar para que a economia se fortaleça as taxas de emprego volte
a aumentar e os consumidores reajam positivamente as promoções que tendem a
aumentar.
Ótima semana,
Evaldo Costa
Escritor, conferencista e Diretor do Instituto das Concessionárias do
Brasil
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